quarta-feira, 27 de maio de 2020

Operação da PF contra fake news mira oito deputados bolsonaristas

Trata-se dos deputados federais Bia Kicis (PSL-DF), Carla Zambelli (PSL-SP), Daniel Lúcio da Silveira (PSL-RJ), Filipe Barros (PSL-PR), Junio do Amaral (PSL-MG), Luiz Phillipe Orleans e Bragança (PSL-SP), além dos deputados estaduais Douglas Garcia (PSL-SP) e Gil Diniz (PSL-SP)

Operação da PF contra fake news mira oito deputados bolsonaristas
Notícias ao Minuto Brasil27/05/20 10:13 ‧ HÁ 5 MINS POR FOLHAPRESS



JUSTIÇA
 FAKE NEWS

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - A operação da Polícia Federal contra fake news mira oito deputados bolsonaristas. Eles não são alvo de mandados de busca e apreensão, mas o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou que sejam ouvidos em dez dias e que suas postagens em redes sociais sejam preservadas.

Trata-se dos deputados federais Bia Kicis (PSL-DF), Carla Zambelli (PSL-SP), Daniel Lúcio da Silveira (PSL-RJ), Filipe Barros (PSL-PR), Junio do Amaral (PSL-MG), Luiz Phillipe Orleans e Bragança (PSL-SP), além dos deputados estaduais Douglas Garcia (PSL-SP) e Gil Diniz (PSL-SP).

Veja também: 'Vai ter mais', diz Bolsonaro sobre ação da PF no Rio

A Polícia Federal cumpre 29 mandados de busca e apreensão no chamado inquérito das fake news, que apura ofensas, ataques e ameaças contra ministros do STF. O ex-deputado Roberto Jefferson, o empresário Luciano Hang (dono da Havan), assessores do deputado estadual paulista Douglas Garcia (PSL) e ativistas bolsonaristas estão entre os alvos.

O principal foco da operação é um grupo suspeito de operar uma rede de divulgação de notícias falsas contra autoridades, além de quatro possíveis financiadores dessa equipe.As ordens foram expedidas pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, e estão sendo executadas no Distrito Federal, Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso, Paraná e Santa Catarina. A investigação corre em sigilo.

Um dos alvos é o ex-deputado federal Roberto Jefferson, presidente nacional do PTB e novo aliado do presidente Jair Bolsonaro. De acordo com as investigações, o ex-parlamentar fez ameaças à democracia ao publicar uma foto com um fuzil "os traidores".Ex-aliado de Fernando Collor de Melo e um dos condenados no escândalo do mensalão, Jefferson preside um dos partidos do centrão e passou a defender efusivamente Bolsonaro nos últimos tempos.

Outros alvos da operação são os bolsonaristas Allan dos Santos (blogueiro) e Sara Winter (ativista).Allan dos Santos é apoiador de Bolsonaro e editor do site Terça Livre. Ele prestou depoimento à CPMI das Fake News, no ano passado, e negou receber verba oficial do governo para manter a página.

Já a ativista Sara Winter lidera um grupo denominado 300 do Brasil, que formaram um acampamento para treinar militantes dispostos a defender o governo Bolsonaro. Em entrevistas recentes, ela reconheceu que alguns de seus integrantes estão armados.Também é alvo o humorista Rey Bianchi, que postou em suas redes sociais um vídeo com o mandado de Moraes, no qual critica a operação.

A operação mira ainda quatro supostos financiadores de fake news.A Folha de S.Paulo mostrou no dia 25 de abril que as investigações identificaram indícios de envolvimento do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho do presidente, no esquema de notícias falsas.O inquérito busca elementos que comprove sua ligação e sustente seu possível indiciamento dele ao fim das apurações.

Outro filho de Jair Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro, deputado federal pelo PSL de SP, também é suspeito.

Nesta manhã, em meio à operação da Polícia Federal, Carlos esreveu em rede social. "O que está acontecendo é algo que qualquer um desconfie que seja proposital. Querem incentivar rachaduras diante de inquérito inconstitucional, político e ideológico sobre o pretexto de uma palavra politicamente correta? Você que ri disso não entende o quão em perigo está."

terça-feira, 26 de maio de 2020

Carla Zambelli afirma que se “preocuparia com o Ceará” sobre superfaturamento na compra de respiradores

26 de maio de 2020 às 17:05
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Na manhã de hoje, 26, a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) afirmou que deveria haver preocupação com o Ceará em relação às suspeitas de superfaturamento na compra de respiradores. De acordo com ela, “o deputado André Fernandes inclusive vem fazendo algumas denúncias”. A declaração da parlamentar foi feita a CNN Brasil.

Zambelli, na entrevista, declarou que, além do Ceará, os governos de São Paulo, Amazonas e Pará seriam os próximos a sofrer operações da Polícia Federal. Ontem, 25, na Rádio Gaúcha, a deputada comentou que seriam deflagradas operações para investigar a área da saúde nos governos estaduais.

“A gente deve ter nos próximos meses o que a gente vai chamar talvez de Covidão, ou de, não sei qual é o nome que eles vão dar, mas já tem alguns governadores sendo investigados pela Polícia Federal”, afirmou a deputada.

Nessa segunda, Fortaleza foi alvo de operação da PF, a Dispneia, que investiga irregularidades na compra de respiradores para o município. Hoje foi a vez do Rio de Janeiro, quando agentes do órgão estiveram no Palácio Laranjeiras, residência oficial do governador do Rio, Wilson Witzel, para apurar indícios de recursos destinados ao combate da pandemia do novo coronavírus. A ação desta terça foi batizada de Placebo.

Repórter Ceará (Foto: Najara Araujo/Câmara dos Deputados)


segunda-feira, 25 de maio de 2020

OMS SUSPENDE TESTES, MAIS O BRASIL NÃO MUDA PROTOCOLO DE USO DE CLOROQUINA.


OMS SUSPENDE TESTES, MAIS BRASIL NÃO MUDA PROTOCOLO DE USO DA CLOROQUINA

OMS SUSPENDE TESTES, MAIS BRASIL NÃO MUDA PROTOCOLO DE USO DA CLOROQUINA

Taxa de ocupação nas UTIs da rede pública do Rio chega a 90%

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), em toda a rede SUS da cidade - que inclui leitos de unidades municipais, estaduais e federais - há 1.908 pacientes internados com suspeita da doença, sendo 669 em UTI

25/05/20 11:45 ‧ HÁ 8 HORAS POR ESTADAO CONTEUDO

BRASIL CAPITAL

Acidade do Rio de Janeiro iniciou a semana com 282 pessoas com suspeita de covid-19 aguardando uma vaga em hospitais da rede pública. Desse total, 201 pacientes precisam de um leito em UTI. A capital está com 90% de seus leitos de tratamento intensivo ocupados na rede pública.

 

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), em toda a rede SUS da cidade - que inclui leitos de unidades municipais, estaduais e federais - há 1.908 pacientes internados com suspeita da doença, sendo 669 em UTI.

Veja também: Segunda cidade com mais mortes por covid no Rio, reabre comércio

Enquanto a taxa de ocupação nas unidades de tratamento intensivo atinge 90%, a situação nos leitos de enfermaria é um pouco melhor - 81% para os pacientes com covid-19. "Importante ressaltar que a taxa de ocupação reflete o cenário dos leitos no momento da consulta ao sistema, podendo ter outro número diferente minutos depois, com a cessão e a devida ocupação pelos pacientes, altas e óbitos", informou a SMS na manhã desta segunda-feira, 25.

Desde o início da pandemia, a Prefeitura do Rio abriu 922 leitos exclusivos para o tratamento da covid-19, segundo dados da secretaria da saúde. Desse total, 204 são leitos de UTI. "No Hospital de Campanha da Prefeitura, no Riocentro, há 150 pacientes internados. Deste total, 47 estão em UTI", informou a pasta. "O hospital já recebeu os novos respiradores comprados na China e a Secretaria Municipal de Saúde está providenciando os recursos humanos necessários para colocar a unidade em funcionamento pleno nos próximos dias."

Veja também: Só um em cada três pacientes graves sobrevive no Brasil, diz pesquisa

Bolsonaro divulga nota para dizer que não interferiu na PF e crê em arquivamento de inquérito

O presidente Jair Bolsonaro divulgou uma nota nesta segunda-feira (25) para dizer que não interferiu na Polícia Federal e que acredita no arquivamento do inquéritoautorizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para apurar o caso.

O inquérito foi aberto em abril, após Sergio Moro anunciar a demissão do Ministério da Justiça alegando que Bolsonaro interferiu na corporação ao demitir o então diretor-geral, Maurício Valeixo, e cobrar a troca na chefia da PF no Rio de Janeiro.

Na semana passada, se tornou público o vídeo da reunião ministerial de 22 de abril. Conforme Moro, a gravação mostra a tentativa de interferência do presidente.

"Nunca interferi nos trabalhos da Polícia Federal. São levianas todas as afirmações em sentido contrário. Os depoimentos de inúmeros delegados federais ouvidos confirmam que nunca solicitei informações a qualquer um deles. Espero responsabilidade e serenidade no trato do assunto", afirmou o presidente em um trecho da nota.

"Por questão de Justiça, acredito no arquivamento natural do Inquérito que motivou a divulgação do vídeo. Reafirmo meu compromisso e respeito com a Democracia e membros dos Poderes Legislativo e Judiciário", acrescentou Bolsonaro.

Em outro trecho, o presidente disse que o momento é de "todos se unirem". "Para tanto, devemos atuar para termos uma verdadeira independência e harmonia entre as instituições da República, com respeito mútuo."

Vídeo da reunião ministerial

Caberá ao procurador-geral da República, Augusto Aras, decidir se denuncia Bolsonaro ou se arquiva o inquérito.

Mais cedo, nesta segunda, Aras e Bolsonaro se encontraram na sede da Procuradoria Geral da República, em Brasília.

No vídeo da reunião ministerial, Bolsonaro afirmou: "Não posso ser surpreendido com notícias. Pô, eu tenho a PF que não me dá informações". O presidente também disse gostaria de trocar a "segurança" no Rio de Janeiro.

Segundo Moro, Bolsonaro se referiu à chefia da PF no Rio de Janeiro quando mencionou "segurança". O presidente, por sua vez, diz que se referiu à segurança pessoal dele no estado.

Mas a segurança do presidente e dos familiares dele é feita pelo Gabinete de Segurança Institucional, chefiado pelo ministro Augusto Heleno, não pela Polícia Federal. Conforme mostrou o Jornal Nacional, em vez de demitir o segurança no Rio de Janeiro, Bolsonaro promoveu o segurança.

Íntegra

Leia a íntegra da nota do presidente Bolsonaro:

NOTA

Diante da recente divulgação do vídeo da reunião ministerial do dia 22 de abril do corrente ano, pontuo o seguinte:

1.Mantenho-me fiel à proteção e à defesa irrestritas do povo brasileiro, especialmente os mais humildes e aos que mais precisam. Sinto-me bem ao seu lado e jamais abrirei mão disso.

2.Nunca interferi nos trabalhos da Polícia Federal. São levianas todas as afirmações em sentido contrário. Os depoimentos de inúmeros delegados federais ouvidos confirmam que nunca solicitei informações a qualquer um deles.

3.Espero responsabilidade e serenidade no trato do assunto.

4.Por questão de Justiça, acredito no arquivamento natural do Inquérito que motivou a divulgação do vídeo.

5.Reafirmo meu compromisso e respeito com a Democracia e membros dos Poderes Legislativo e Judiciário.

6.É momento de todos se unirem. Para tanto, devemos atuar para termos uma verdadeira independência e harmonia entre as instituições da República, com respeito mútuo.

7.Por fim, ao povo brasileiro, reitero minha lealdade e compromisso com os valores e ideais democráticos que me conduziram à Presidência da República. Sempre estarei ao seu lado e jamais desistirei de lutar pela liberdade e pela democracia.

Brasília, 25 de maio de 2020.

Jair Messias Bolsonaro

Presidente da República

Ex-Lava Jato diz que Bolsonaro nunca teve compromisso contra corrupção

Carlos Fernando dos Santos Lima, ex-procurador da Lava JatoImagem: ASCOM/MPF-PR

Do UOL, em São Paulo

25/05/2020 15h59

O ex-procurador Carlos Fernando dos Santos Lima comentou o rompimento entre Sergio Moro e o governo de Jair Bolsonaro. Em entrevista à CNN Brasil, o ex-integrante da Operação Lava Jato disse que o presidente nunca teve compromisso com combate à corrupção. Lima chegou a afirmar que Bolsonaro "devia estar dormindo no plenário do Congresso" quando as investigações começaram.

"Infelizmente no Brasil nós vivemos um sistema em que você tem, nos dizeres de Leonel Brizola, que escolher entre o demônio e o coisa ruim no segundo turno. Você tem que escolher e fazer escolhas que nem sempre são as melhores, infelizmente. Mas Jair Bolsonaro nunca apoiou a Lava Jato. Onde estava Jair Bolsonaro quando começou a Operação Lava Jato? Devia estar dormindo no plenário do Congresso. Ou quando nós fizemos a oitiva do ex-presidente Lula, ele não estava em lugar nenhum", disse o ex-procurador, se referindo também às eleições de 2018, quando Bolsonaro venceu o petista Fernando Haddad no segundo turno.

"Ele apareceu como um outsider que se aproveitou disso. Lei e ordem é sempre um fator importante em qualquer eleição. Ele foi o surfista que aproveitou essa onda. Mas desde o começo ele nunca demonstrou essa intenção. Mesmo porque logo no começo surgiu o esquema das rachadinhas no Rio de Janeiro. E isso desagregou qualquer interesse dele de ter um Coaf efetivo, transferiu esse Coaf para o Bacen, ele não apoiou as medidas anticorrupção e foi paulatinamente desautorizando o ministro Moro em diversas circunstância", afirmou.

Lima também disse que o então presidente eleito "enganou" Sergio Moro ao convidá-lo para o Ministério da Justiça. "Eu acho sinceramente que Bolsonaro é uma pessoa que nunca teve um compromisso efetivamente com isso, e infelizmente enganou o próprio ministro Moro, que saiu de uma carreira brilhante para o ministério", afirmou.

Sobre o futuro político de Moro após a saída do governo, o ex-procurador disse não considerar o ex-ministro como "o melhor candidato que nós poderíamos ter", mas que o cenário atual da política brasileira comportaria uma tentativa presidencial do ex-juiz da Lava Jato.

"Vivemos um momento em que pessoas que nem poderiam ser cogitadas para a presidência da República chegando ao poder, como Jair Bolsonaro. Então nesse cenário não vejo nenhum problema de o ex-ministro Sergio Moro, que é uma pessoa muito mais qualificada, moralmente muito melhor estabelecido nas questões nacionais, não vejo nenhum problema que ele seja. Mas eu creio, vendo comentários anteriores, que precisamos de um grande candidato de centro que nos afaste dessa polarização tola entre extrema-esquerda, que é o PT, e extrema-direita, que é o bolsonarismo. Se tivermos novamente que enfrentar esse tipo de situação no segundo turno, o Brasil vai perder mais quatro anos, ou pior, vai perder boa parte do futuro próximo. Seja Moro ou outro candidato, o centro, e não o Centrão, tem que produzir um candidato que tenha capacidade intelectual para o cargo", concluiu.


EUA PROÍBE ENTRADA DE QUEM ESTEVE NO BRASIL, NOS ULTIMOS 14 DIAS.

Segundo o governo americano, a medida não irá interferir no comércio entre os dois países.

sábado, 23 de maio de 2020

A LIBERAÇÃO DO VÍDEO MINISTERIAL NA ÍNTEGRA, REPERCUTE FORA DO BRASIL

O Brasil vive lá fora escândalos por cima de escândalos, e a reprodução do vídeo ministerial, tem repercutido de forma à mostrar cada vez mais o desgaste do governo.Hoje temos visto nosso país sendo manchetes nos jornais mundo à fora, que nos deixa com imagem de não muito bons olhos.O desgaste dos escândalos políticos se somam a gravíssima crise sanitária pelo coronavírus, que Bolsonaro despreza.
O Brasil se converteu no segundo país com mais contágios depois de superar a Rússia.

São mais de 330,000 casos, e 20,000 mortes confirmadas.
Fonte: baseado em informações do jornalismo CNN BRASIL


sexta-feira, 22 de maio de 2020

BOLSONARO MANDOU INVESTIGAR WITZEL?

Caro leitor,

Suspeitas de desvio de recursos públicos no combate à pandemia se espalham pelo Brasil: o governador do Rio, Wilson Witzel, por exemplo, é alvo de investigação que mira um contrato de R$ 770 milhões para a construção e gestão de um hospital de campanha.

É preciso investigar tudo isso a fundo.

Mas na investigação sobre o governador aberta pela Procuradoria-Geral da República há uma coincidência: tudo bate com um dossiê que passou pelo gabinete de Jair Bolsonaro.

O Planalto mandou investigar o governador que virou inimigo do presidente?

Reportagem exclusiva da Crusoé ilumina essa história:Leia um trecho da apuração exclusiva:

O inquérito que mira o governador do Rio foi instaurado pela Procuradoria-Geral da República no dia 12 de maio… A coincidência que chama a atenção, nesse caso, é que o objeto da apuração da PGR é o mesmo descrito no tal dossiê que foi oferecido dias antes ao gabinete do presidente Jair Bolsonaro. O material foi levado ao Planalto por aliados muito próximos do presidente, com os quais Crusoé conversou à altura do episódio. O próprio Bolsonaro foi avisado e afirmou que era preciso ‘tomar providências’…

Por óbvio, o fato de Witzel ou outros personagens ligados à trama serem adversários do presidente não autoriza a leitura de que qualquer investigação sobre eles é fruto de perseguição política. O que chama atenção, porém, são as coincidências. Ainda que os indícios de corrupção mereçam exaustivo exame por parte dos investigadores e punição exemplar caso sejam comprovados, não deixam de ser relevantes os sinais de que a investigação oficial sobre o governador possa ter tido origem em um movimento da Presidência da República, à qual a Procuradoria-Geral, hoje, é sabidamente alinhada. Seria um caso escandaloso de uso político da máquina de investigação atualmente sob o comando de Augusto Aras…

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quinta-feira, 21 de maio de 2020

COM NÚMERO MAIOR DO PAIS, CEARA BATE RECORDE DE MORTE POR COVIDE-19 NAS ULTIMAS 24 HORAS

O índice de mortes no estado ultrapassou todos os estado do Brasil.
Os dados são da secretaria de saúde do estado.

Duzentos e sessenta e um registros de óbitos por Covid-19 em apenas 24 horas. Não é Itália, não é Espanha, nem estamos falando do que o Brasil costumava contabilizar há pouco mais de um mês. A realidade é daqui, tem DNA desta terra e atenta para o quão perigosos podem ser os efeitos provocados pelo novo coronavírus.

A triste marca foi atingida nessa quinta-feira (21), mas nem todas as mortes ocorreram nesse dia. Na contagem, há registros de óbitos de dias anteriores que só foram confirmados ontem. Com a atualização, o número de casos fatais em decorrência da nova infecção viral subiu de 1.900 para 2.161, conforme a plataforma digital IntegraSUS, gerenciada pela Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa).

 

O número de mortes diárias foi o maior confirmado em todo o Brasil nessa quinta-feira (21), superando estados como São Paulo (195)Rio de Janeiro (175), Pará (115), Pernambuco (91) e o Amazonas (39), os mais afetados pela doença até o momento.

De acordo com a coordenadora da Vigilância Epidemiológica e Prevenção em Saúde do Ceará, Ricristhi Gonçalves, o pico de falecimentos confirmados por Covid-19 ocorreu por causa de uma migração de informações entre um sistema e outro. "São óbitos que já tinham acontecido e estavam aguardando resultado laboratorial e a inserção nessa nova plataforma. E foi o que aconteceu nas últimas 24 horas. São óbitos distribuídos desde o fim de abril até agora", explica.

Conforme Ricristhi Gonçalves, a mudança direta para a plataforma faz com que as áreas descentralizadas de saúde de todo o Ceará possam atualizar as notificações por si próprias, dando celeridade ao processo.

Para o professor da Universidade Federal do Ceará (UFC) e epidemiologista, Luciano Pamplona, o número de 261 óbitos confirmados em 24 horas "salta aos olhos" e é preciso avaliar se, nos próximos dias, ele se mantém. "Mas, se a gente, de fato, tiver subido do patamar diário que a gente estava para mais de 200 óbitos/dia, é um caos. No pior cenário, eu não imaginei que a gente chegasse nisso em um dia. Por isso, acredito que esses óbitos estão bem diluídos durante o tempo", avalia.

Platô e lockdown

A coordenadora da Vigilância da Sesa, contudo, afirma não ter dados suficientes para afirmar que o Ceará chegou ao platô ou se está próximo da redução de casos e óbitos.

O platô epidemiológico é uma espécie de pico contínuo, que normalmente demora a apresentar queda. Assim, o número de casos novos registrados por dia continua alto por um período não determinado, até que começa a cair.

"A gente tem visto um impacto importante nesse momento de lockdown (bloqueiro total). Observamos isso pela quantidade de registros que entram, mas ainda é um pouco cedo. Se essa tendência se confirmar nos próximos dias, tendo em vista que o decreto foi prorrogado, teremos um melhor panorama para ver se essa curva está decaindo", salienta Ricristhi.

Na visão de Luciano Pamplona, o Ceará está próximo do platô, e os dados contabilizados a partir do decreto de isolamento obrigatório podem deixar essa análise mais clara. "Esse excesso de óbitos que a gente ainda tem hoje é reflexo daquelas semanas em que as pessoas estavam no meio da rua, na Caixa Econômica Federal. Hoje, a gente vive um cenário diferente, onde há menos pessoas na rua. Acho que essas duas semanas vão ser nosso limite de óbitos. Depois disso, a gente começa a cair, se o lockdown fizer o efeito que a gente espera", completa.

O decreto de isolamento social rígido está em vigor em Fortaleza desde o dia 8 de maio, com extensão até o fim do mês. Especialistas afirmam que os efeitos da ação administrativa podem ser sentidos entre 10 e 14 dias depois do inícido do lockdown. Até as 18h17 dessa quinta-feira (21), o Ceará já contabilizava 31.413 casos confirmados da Covid-19, dos quais 18.258 estão recuperados. Outros 43.029 casos estão em investigação. A Capital do Estado concentra 57,7% de todas as confirmações e já soma 1.503 falecimentos.


Ceará tem novo recorde diário em óbitos confirmados por Covid-19; número foi o maior do País em 24h

De acordo com a Secretaria da Saúde, alto número ocorreu por causa da migração de dados entre sistemas. Contagem no Ceará superou todos os estados do Brasil, mas efeito do lockdown na Capital já pode ser sentido

Cheiro forte leva polícia à maior apreensão de maconha da história do país

  • Agentes da PRF receberam dica de investigadores em Ponta Porã, driblaram 'olheiros' na estrada e perceberam a carga ilícita pelo forte odor da droga

"Para ganhar copa do mundo é preciso alguém chamar a responsabilidade pra si"

Tá na hora de surgir um novo jogador brasileiro para honrar a amarelinha e nos presentear com o hexa!