segunda-feira, 6 de maio de 2019

Jovem sem passagem pela polícia é executado pela PM em São Paulo, denuncia membro do Conselho de Direitos Humanos

Publicado por Larissa Bernardes - 6 de maio de 2019
Rafael Aparecido Almeida de Souza (Foto: Reprodução) Rafael Aparecido Almeida de Souza, de 23 anos, é a mais nova vítima da Polícia Militar de São Paulo. No final da noite de sábado (4 de maio), ele estava com seus primos e um tio, conversando na frente de sua casa, numa travessa da avenida Aricanduva, altura do número 36, no Jardim Nove de Julho, na Zona Leste, quando foi ver seu irmão que tinha acabado de ser abordado por PMs. Ele foi atingido por um disparo de um PM por volta de 00:20. Os 2 PMs envolvidos na ocorrência não prestaram socorro e fugiram do local, deixando Rafael agonizando caído na rua. Antes, apenas pegaram a capsula do disparo para não ficar vestígio. Rafael foi socorrido por familiares e levado ao Hospital Geral de São Mateus, onde já chegou morto, conforme documento do próprio Hospital. A causa da morte segundo o serviço funerário da Prefeitura de São Paulo foi “hemorragia aguda/ agente perfuro contundente/ projétil de arma de fogo”. O tiro do PM atingiu o peito de Rafael. Não houve nenhum confronto, segundo as testemunhas. Ele deixou o filho Lorenzo, de apenas 2 meses. Os familiares ainda arcaram com mais de 3 mil reais junto ao serviço funerário da Prefeitura de São Paulo. Rafael não tinha antecedentes criminais e estava recebendo seguro desemprego, conforme os familiares. Após os fatos, Policiais Militares passaram a ameaçar colegas de Rafael em incursões no bairro. Ariel de Castro Alves, advogado e conselheiro do Condepe (Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa Humana de São Paulo)

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