quarta-feira, 3 de junho de 2020

O irmão, o auxiliar de produção Jaiel Giezi Reversi, de 29 anos, foi o primeiro a morrer, no dia 23 de maio, cinco dias após a internação e dois depois de ser entubado. Ele tinha diabete e hipertensão. Quando Jaiel morreu, a avó de Marina, a catadora de recicláveis Diva Marques Moreira dos Santos, de 80 anos, já estava internada após sofrer um enfarte. No hospital, foi diagnosticada com a covid-19 e morreu no dia 30. Internada, a filha dela e mãe de Marina, Marlene Moreira dos Santos, de 51 anos, não pode sequer acompanhar o enterro. Marlene morreu nesta segunda-feira.Veja também: Menino de 4 anos morre após ter pescoço cortado por linha de pipa em SPCom "algo engasgado na garganta", Marina conta que chorou muito e se resignou. "Se o Senhor levar a minha mãe, eu ainda vou continuar te amando", disse, e se deitou. Mesmo tomando remédio, não conseguiu dormir. Às 2h15 recebeu ligação do Hospital de Base de Rio Preto informando que sua mãe teve uma parada cardíaca e não resistiu. "Naquele momento lembrei que tinha orado minutos atrás e ela ainda lutava pela vida, mas quando a entreguei, ela descansou", disse."Minha mãe era uma pessoa forte, guerreira, que cuidou da gente com muito amor. Foi a pessoa mais incrível que conheci na vida, assim como era minha avó. Eram mulheres incríveis." Marina conta que ela e a filha, que gostava de dormir com a avó, também pegaram o coronavírus. "Essa doença é horrível, não perdoa ninguém."Marina é vendedora, mas está desempregada. Ela teve ajuda da prefeitura para cobrir os custos dos sepultamentos. Guapiaçu, cidade de 21.115 habitantes, registrou 36 casos e 4 mortes pelo coronavírus - incluindo os três parentes de Marina. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Foto: Handout


A fiscalização do Ministério Público do Ceará (MPCE) sobre os contratos de aquisição de bens e serviços para o combate à pandemia do novo Coronavírus já chega a mais de 70 municípios cearenses. A instituição divulgará, às terças-feiras, um balanço dos procedimentos que estão em andamento para investigar a aplicação dos recursos públicos, em âmbitos municipal e estadual. Os procedimentos são oriundos de representações e de denúncias recebidas pelas Promotorias de Justiça, órgãos de apoio e de investigação, Ouvidoria do MPCE ou através do e-mail covid19.denuncia@mpce.mp.br. Alguns desses procedimentos fiscalizam a instalação de hospitais de campanha, a compra de respiradores, de testes para COVID, de EPIs e de outros insumos e a distribuição de cestas básicas, entre outras contratações.
Até esta terça-feira (02/06), já foram instaurados 134 procedimentos em 72 municípios cearenses: Acarape, Acaraú, Acopiara, Amontada, Aracati, Araripe, Arneiroz, Aurora, Barbalha, Barreira, Barroquinha, Baturité, Bela Cruz, Boa Viagem, Caridade, Caririaçu, Caucaia, Cedro, Chaval, Chorozinho, Coreaú, Crato, Cruz, Eusébio, Farias Brito, Forquilha, Fortaleza, Fortim, Graça, Hidrolândia, Ibiapina, Icó, Iguatu, Independência, Itapajé, Itapipoca, Itatira, Jaguaruana, Jijoca de Jericoacoara, Juazeiro do Norte, Limoeiro do Norte, Marco, Massapê, Mauriti, Missão Velha, Mombaça, Morrinhos, Mucambo, Novo Oriente, Pacujá, Palhano, Paraipaba, Parambu, Pedra Branca, Pereiro, Potengi, Quiterianopolis, Quixadá, Quixeramobim, Russas, Saboeiro, Santana do Acaraú, Santana do Cariri, São Benedito, São João do Jaguaribe, Sobral, Tamboril, Tauá, Trairi, Uruoca, Várzea Alegre e Viçosa do Ceará.
O procurador-geral de Justiça Manuel Pinheiro destaca que o objetivo desta divulgação é fazer com que os cidadãos possam compreender como o Ministério Público vem trabalhando e como cada um deles pode ajudar a fiscalizar a aplicação correta do dinheiro público. “Todas as suspeitas que chegam ao conhecimento do MPCE são encaminhadas para os promotores de Justiça, que realizam todas as diligências necessárias para chegar à verdade dos fatos. Não é fácil realizar a investigação de tantos fatos complexos durante uma pandemia, que dificulta a realização dos trabalhos de campo. Além disso, como estamos em um ano eleitoral, o Ministério Público precisa ter o máximo cuidado para evitar que as suas ações sejam usadas para influenciar as campanhas municipais. Porém, nada nisso nos impedirá de cumprimos com a nossa missão de prevenir e reprimir a corrupção, onde quer que ela esteja e quem quer que tenha praticado”, reforça o chefe do MP cearense.
Ele lembra, ainda, que é possível acompanhar a aplicação dos recursos públicos nos Portais da Transparência do Estado do Ceará (https://cearatransparente.ce.gov.br/) e de cada município. Lá é possível verificar se os bens e serviços pagos pelo Governo do Estado e pelas Prefeituras estão sendo entregues. Os Portais foram criados pela Lei Complementar 131, também conhecida como Lei da Transparência, que obriga a União, os estados e os municípios a divulgar seus gastos na Internet em tempo real.

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